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Roda de conversa com os 7º anos

10/05/2019 08:19

A apostila 2 aborda como conteúdo de Geografia a formação do povo brasileiro identificando como matrizes, baseadas na obra de Darcy Ribeiro, os povos africanos, lusitanos e indígenas. Após a abordagem e desenvolvimento do tema em sala de aula, a proposta de finalização da apostila 2 seria roda de conversa com duas mulheres ligadas ao movimento negro no Brasil, também com experiências junto à movimentos de luta pela igualdade de gênero e luta pela moradia. 

Danielly Milena é aluna do curso de teatro na USP e atua com movimento Olga Benário ligado ao auxílio de mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social no ABC paulista, pautando a situação da mulher negra e trabalhadora, além de empoderamento dessas mulheres junto à sociedade. 

Daniella Santos possui atuação junto ao movimento de ocupação em São Paulo, trabalhando com pessoas de diversas localidades do Brasil e refugiados. Um dos seus enfoques é a realização de brechós para arrecadação de renda para as famílias que também contam com atividades culturais que fortaleçam suas identidades, além de palestras sobre os principais desafios do Brasil.

Ambas são mulheres, negras, advindas da periferia da capital paulista, que possuem experiências de vida para compartilharem, além de capacidade para suscitar a reflexão sobre as "geografias" da cidade de São Paulo. Geografias no sentido de que os espaços geográficos e identidades dos diversos grupos sociais  são interdependentes e se consolidam em espaços sociais. Estes espaços apresentam diversidade de ideias, credos, saberes e fazeres que afirmam a complexidade do que é habitar a megalópole paulista.

A proposta também vai ao encontro da introdução de tema na apostila 3 no que se refere a industrialização e a urbanização do Brasil, cuja história e geografia estão diretamente relacionadas ao uso e ocupação da cidade de São Paulo. Sendo o Brasil um país que ainda se revela como periferia do sistema internacional, cuja história e centros políticos se organizaram sobretudo na manutenção de privilégios das classes dominantes desde o Império, a desigualdade étnico-racial e econômica se materializaram no espaço geográfico, com enfoque no município de São Paulo, criando áreas de maior acesso e qualidade dos equipamentos e serviços públicos e privados - entendida como centralidade social - e áreas de menor acesso e qualidade desses equipamentos e serviços - entendida como periferia onde a vulnerabilidade social é o desafio.

A roda de conversa com as duas convidadas objetiva trocar as lentes do olhar para as diversas vidas que habitam a região metropolitana de São Paulo, sobretudo sobre as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social, e suscitar a reflexão sobre como se materializam as desigualdades no espaço geográfico - sobretudo como estas desigualdades espaciais possuem forte componente étnico-racial. Também refletir como o Brasil possui áreas que apresentam alto desenvolvimento humano e tecnológico em consonância com muitos dos países desenvolvidos, contrastando com áreas cujas estruturais físicas e sociais ainda representam um passado em parte desconexo da realidade global e de garantia de direitos.

As propostas de construção de atividades avaliativas derivadas da roda de conversa não ficarão somente com a disciplina de Geografia, mas também atreladas com História, Redação, Língua Portuguesa, Ensino Religioso e Língua Espanhola. 

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